Paixão Sem Fronteiras, de Georgina Gentry

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Maratona de Banca 2012
Mês:
Março
Tema:
Herói ou vilão, eis a questão...


A Maratona de Banca 2012 abre com um tema dos mais interessante: “Herói ou vilão, eis a questão...” Afinal, quanto dos mocinhos mais encantadores, não tem aquele lado mais durão, teimoso, cabeça-dura, difícil de lidar, mandão e, muitas vezes, uns “brucutus” com a mocinha? Muitas vezes, eles mostram aquele lado mais sombrio, até cruel... E, aí, vira a maior polêmica entre as leitoras. Diana Palmer é campeã nesse quesito... Por outro lado, eles destilam paixão, impetuosidade e são extremamente protetores e possessivo. Em contrapartida, haja muita paciência, força, coragem, amor e ousadia da mocinha para lidar com o moço-problema, para que o romance seja bom... Contudo, às vezes, muito delas não passa do papel de vítimas sofríveis e chorosas... Nesse último caso, eu dispenso.

Escolhi Paixão sem Fronteira (Eternal Outlaw, no original. Publicado pela Nova Cultural, em 2005, na coleção de Clássicos Históricos Especial, nº 228), da autora Georgina Gentry, para ler e resenhar, pois fazia um bom tempo que tinham me recomendado e calhou que esse é um livro que se encaixava no tema. Então, finalmente, a primeira resenha para a Maratona de Banca 2012!


Paixão Sem Fronteiras
Georgina Gentry
 
No passado, Johnny Logan era um fora-da-lei temido, com uma apontaria rápida e precisa, sempre acompanhado do seu velho Colt. Após Johnny ser ferido gravemente por um tiro, em meio ao seu desespero por estar a beira da morte, algo estranho e arrepiante acontece... Um misterioso estranho, vestido de preto e com profundos olhos negros oferece um pacto para Johnny: se caso ele aceite assinar as condições do contrato,  ele poderia viver do jeito que sempre quis, e para sempre. Naquele momento, ele concordaria com qualquer coisa, no entanto, escolher esse caminho terá suas conseqüências... 

Depois de mais de 100 anos, no tempo contemporâneos (o ano é 1999), Angélica Newland precisa desesperadamente de um novo emprego para se manter, já que o salário como professora não tem sido suficiente nem mesmo para se manter alimentada. Ela se recupera de um casamento angustiante, e conseguir um bom emprego não tem sido fácil, especialmente, por não ser bonita e estar acima do peso. Até que movida por um impulso, quase como um chamado, ela resolve tentar a sorte na Logan Enterprises, uma empresa multinacional, cujo dono tem a fama de ser rigoroso e feroz com os seus empregados. Angélica, no entanto, não se deixa abater tão facilmente quando conhece John Logan, seu chefe, e surpreendentemente, consegue o emprego. 

John Logan vive uma vida solitária, apesar de todo luxo e dinheiro. É um cara duro, sombrio e desconfia de todo mundo. Mas seu mundo é mexido, quando Angélica invade seu escritório, fazendo comentários ousados e honestos... Há muito tempo ninguém era tão honesto com ele. E o surpreendente foi sentir uma pontada de atração por ela... Mas seu grande segredo o mantém resistente a se envolver com qualquer pessoa, fechado em seu próprio mundo. Além disso, seu passado voltou para assombrá-lo e o contrato precisa ser renovado... Para isso ele terá que viajar até o passado. Angélica, mesmo sem saber no que está se metendo, para ajudar seu chefe, acaba o seguindo e transportada para o passado, embarcando em romance de aventura, paixão, perigo e mistérios.

***
Um romance histórico que envolve viagens no tempo, com um toque sobrenatural e muito instigante... Uma bela mistura para uma história muito boa, somando ainda a esse cenário de fundo uma mocinha “patinho-feio” sem papas nas línguas e um durão e sexy cowboy fora-da-lei.  Um casal singular!

Paixão sem Fronteiras me surpreendeu em vários pontos, e Georgina Gentry tem uma narrativa excepcional, pensando em cada detalhe da história... Nada fica vago ou sem sentido, como muitas vezes acontece quando envolve a interação de duas épocas e situações completamente inusitadas.

 Eu devo confessar que não gosto muito de temas cowboys, no entanto, Johnny sofre uma evolução tão admirável no decorrer da história, que é impossível não se ver envolvida no romance. Ah, sim, ele mostra um lado durão, sofrido, sombrio, misterioso e rude com a protagonista... mas ele não é um “brutamontes” total. Ele é um “fora-da-lei” que pisa na bola feio, faz muitas coisas “erradas”. Algumas de suas intenções são bem duvidosas, hesitantes, mas, peraí, que o moço tem salvação! kkkkkk E Angélica é uma heroína inusitada, especialmente, para compor o par romântico com Johnny... Ela faz o tipo “patinho-feio”, totalmente fora dos padrões de beleza na atualidade, porém a imagem de “frágil” e “chorona”, definitivamente, não fazem parte de sua personalidade, e olha que teria bons motivo. Angélica é forte, generosa, determinada, honesta e não tem medo de falar ou agir quando é preciso. Ela é tudo o que John Logan precisa, mas é ele que demora em admitir isso... Ok, um cabeça-dura! rs. No final, o resultado é uma história de amor linda e feliz, dosada com boa aventura.

Paixão sem Fronteiras é uma história deliciosa de ler, despretensiosa, cativante e divertida. Fortes tensões sexuais, como é praxe nesse tipo de romance, que com certeza vai agradar a muitas leitores. Apenas não sei uma nota cinco estrelas, pois achei que faltou apronfundar nas histórias pessoais de cada protagonista, especialmente, do temido Johnny. O percurso que o romance faz  em torno do problema “faustiano” de Johnny e o envolvimento e determinação de Angélica  nesse “rolo” todo são os pontos  que o tornam diferente, com um final não tão previsível.  Caso tenha esse livro encalhado na estante ou a oportunidade de tê-los em mão, vale a pena passar essas boas horas de leitura. Então, não perca tempo e leiam Paixão sem Fronteiras!!! =)
Classificação:





Trecho de Paixão sem Fronteiras:
— Eu tenho alguns princípios — grunhiu ele. — E você tem mais coragem do que qualquer outra mulher que conheci.
Ele sentou-se novamente e cruzou os braços, sem tirar os olhos dela.
 Angie ficou completamente chocada com a declaração.
— Não é de admirar que o chamem de o fora-da-lei de...
— Não me chame assim! — bradou ele. — Eu processei e arruinei o sujeito que escreveu isso! Não sou um fora-da-lei, sou respeitável e bem-sucedido! Minha empresa não faz nada que muitas companhias internacionais também não façam, mas é fácil os tablóides me pegarem porque sou sempre muito franco, senhorita...
Ele não ia intimidá-la, decidiu Angie, mas seus joelhos pareciam estar tremendo.
— Newland. Eu estava apenas sugerindo que estes anúncios nas revistas me incomodam também, e as mulheres mais cheinhas são em número muito maior do que as magricelas, então elas gastam mais dinheiro em roupas e jóias do que...
— Quieta. — Ele fez um gesto indicando que estava incomodado.
— O quê?
— Fique quieta. Você faz mais barulho do que um esquilo.
Angie hesitou, enquanto ele apoiava os cotovelos na mesa sem tirar dela o olhar de aço. Não, ele definitivamente não era bonito, mas tinha aquele "algo a mais", como todos aqueles anti-heróis dos filmes antigos que ela tanto gostava.
— O senhor poderia pelo menos me convidar para sentar.
— Eu disse quieta! — John apontou uma cadeira e estendeu a mão para pegar o que era evidentemente a ficha dela. — Agora, senhorita...
— Newland, Angélica Newland — disse ela, decidindo pela expressão dele que estaria fora dali em tempo recorde.

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Primeira resenha da Maratona de Banca
Clique aqui para conferir minha lista de livros.
Confira aqui outras participações nesse mês!



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3 comentários:

Carol disse... [Reply]

Se eu não tivesse tanto livro pra ler na vida eu bem que procuraria ele agora porque a sinopse é bem legal (bem o livro que preciso ler) e sua resenha mostra bem o que eu esperava.
Adorei teu blog.
Estou te seguindo =]

Beijos.
#Resenha falada.

Lu disse... [Reply]

ei Beli sumida,
saudades de tu. ^^
Adorei sua resenha, ainda não li esse romance de banca, mas fiquei com muita vontade.
Adoro romances históricos. ^^
beijos.

Clarisse Cunha disse... [Reply]

O moço tem salvação mesmo, Beli?? rs Com tantas "qualidades" que vc citou (cabeça-dura e fora-da-lei) fica difícil acreditar no melhor da pessoa... rs

Gostei muito! Principalmente em como vc descreve suas opiniões: concreta e divertida.

Esse livro parece ser mesmo diferente, e achei a capa meio contraditória, mas como vc falou em viagem no tempo tentei ser compreensível.

Mil beijokas, da Lisse

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