Filme: V de Vingança (V for Vedentta)

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  V de Vingança (V for Vedentta)

Derivando de um dos melhores graphic novel (criação de Alan Moore e desenho de David Lloyd) dos anos 80 (pelo menos para mim ;-P), o filme V de Vingança é um daqueles filmes que pode agradar demais, não só aqueles que gosta do gênero, pela história dinâmica e chocante, pelo clima romantizado do “herói” (um antagonista, na verdade) e o tema político, ou detestá-lo pelas mesma razão. Pelos fãs dos quadrinhos originais, recebeu varias críticas, tanto positivas como negativas. Eu, também fã dos HQs, não vou dizer que é uma das melhores adaptações, cujas diferenças são gritantes, mas eu amei a versão cinematográfica e o coloco entre os meus favoritos. Um dos mais belos filmes de ação!

“O povo não deve temer seu estado. O estado deve temer seu povo”

Diferente dos quadrinhos, que se passa em um futuro alternativo pós-guerra nuclear, em 1997, no filme a realidade alternativa é adaptada para o nosso tempo, após um passado de guerras, golpe e ascensão de um governo totalitário (semelhante ao nazismo alemão) na Inglaterra. O governo ditador tem controle total da mídia e perseguiu e torturou em campos de concentração pessoas de nacionalidades diferentes, homossexuais e aqueles que reagiam contra o poder. Submeteu vítimas a experiências cientificas em laborátorios. O ditador Adam Sutler (John Hurt) se assemelha com Hitler.

Nosso “herói” é fruto dessa realidade, onde foi torturado em laboratórios. Após um incêndio e de ter seu corpo queimado, ele se vê livre para promover sua vingança. Completamente misterioso e mascarado, descrito com idéias anarquistas, ele emerge das sombras para desafiar o governo inglês e atiçar, por meio de atentados, mensagens e tomando controle de meios de comunicação, o povo já moldado e conformado com a situação política. O que ele pretende é iniciar uma revolução. “V” (Hugo Weaving,o Agente Smith de Matrix) usa com ironia uma máscara estilizada de Guy Fawkes (um soldado rebelde inglês), possui habilidades e recursos de arma e luta e imprime uma atuação quase teatral em sua campanha contra o governo, o que lhe confere um ar carismático no filme.

Em uma noite, quando Evey (Natalie Portman) se dirigia para se encontrar com um amante velho, Gordon, ela é pega em uma situação perigosa e salva pelo misterioso anarquista. Evey é uma mulher que vivia tranquilamente até conhecer V. Seus pais são ativista políticos e seu irmão morre no hospital. Por caminhos distintos, ela começa a conhecer melhor V e a verdade por trás do governo, virando uma aliada consciente e valiosa. V não poupa Evey de um treinamento realístico e chocante, para lhe mostrar e prepará-la para a realidade. Os envolvimentos emocionais, as tensões e os conflitos a levam a se conhecer melhor e a lutar pela libertação do povo por esse governo.

“V” não é só vingança, mas a oportunidade em uma revolução. O enredo mostra a ascensão, o auge e a queda de um regime totalitário futurista firmado na Inglaterra. Por trás dessa história, existem facetas e meandros de um significado mais profundo sobre o a guerra, o poder Totalitário, o sofrimento e o conformismo do povo e a revolução. Existem detalhes importantes no quadrinho que se perde no filme. Essas questões são minimizadas como pano de fundo motivador das ações no filme, focando muito mais na relação de Evey com V, a forma como eles se ligam e as conseqüências tensas e emocionais dessa união.

“Igualdade, justiça e liberdade são mais que palavras; são perspectivas!”

No filme, as sequências são desenvolvidas muito mais a partir do ponto de vista de Evey, por tanto muito mais emocional, e V, apesar de manter-se mascarado e misterioso, é muito mais humanizado, romantizado, falante, menos cruel e mais emotivo, não lembrando em nada aquele duro, racional, quase cruel e realista vigandor dos quadrinhos.

Não falta cenas de ação bem feitas e elaboradas, um espetacular e instigante filme de ação. Estreiado em 2006, as atuações impecáveis de Hugo Weaving e Natalie Portman convence e emociona. Um filme para se assistir com atenção e se surpreender. Não é apelativo, as cenas de violencia são amenizadas e levanta muitas questões que valem a pena refletir. E para quem gosta, não deixem de ler a versão em quadrinho, que é incrível, intrigante e trabalhado.

Trailer:












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5 comentários:

Renata G. de Souza disse... [Reply]

Acredita que nunca deu vontade de ver esse filme? =O
Mas lendo o que você comentou do filme, fiquei entusiasmada!!
Vou ver se baixo para assistir!!
Bjus =*

Luana Farias disse... [Reply]

Acredita que quando eu ia ver esse filme abava que nunca via todo? Pois é, e sempre tem gente falando bem dele.

http://partesdeumdiario.blogspot.com

Bjs

Nanda Meireles disse... [Reply]

Eu tenho ele aqui.
Gostei muito, mas queria que o final fosse diferente (a eterna romântica, rs)
Bjs

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