Um Amor de Detetive, de Sarah Mason

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Um Amor de Detetive
Sarah Mason


Um Chick-lit clássico, Um Amor de Detetive (Playing James), de Sarah Mason é espirituoso, leve, agradável e muito divertido.

Como quase toda personagem de Chick-lit, Holly Colshannon é atrapalhada (vive indo no hospital, ao ponto do médico bonitão reconhecer o nome dela), engraçada, determinada e uma mulher independente. Ela tem uma melhor amiga chamada Lizzie, muito inteligente e especialista na área da informática, e um namorado gostosão atleta chamado Bem. Tem um carro caindo aos pedaços chamado Tristão, mas tem uma dificuldade imensa de entrar nele. É uma jovem jornalista do Bristol Gazette e é responsável de cobrir funerais de bichinhos de estimação (O.o). Oh! Mas ela procura por algo melhor que isso!

Nas primeiras páginas somos brindados com uma situação para lá divertida: sua melhor amiga está com problemas, um preservativo entalado, e precisa ser levada ao hospital. Mas antes de ir ao hospital, ela tem que passar no jornal para falar com o seu chefe. E é ai que uma pequena oportunidade, não tão boa assim na visão daqueles que trabalham na área, surge: Joe a incumbe de cobrir um caso policial de roubo e cujos envolvidos então no hospital. Na verdade, ninguém quer ser repórter policial, pois a relação entre repórteres e policiais não são das melhores, mas Holly encara esse desafio. Em meio as confusões no hospital, com a amiga com problemas “sérios” e cobrir uma reportagem, ela conhece um policial durão, que ela apelida de Olhos Verdes, que é super grosso com ela e visivelmente detesta repórteres.

No dia seguinte, ela fica sabendo que o antigo repórter policial vai sair do jornal e seu chefe, Joe, lhe passa o cargo. Ser repórter policial é detestável, mas é melhor do que cobrir funeral de bicho! Quando ela assume o cargo e vai até a delegacia para avisar o departamento de Relações Públicas que é a nova repórter policial, ela conhece Robin, uma linda e simpática mulher, a nova responsável pelo RP. Depois das duas se conhecerem e trocar algumas idéias, Robin tem uma brilhante ideia para ajudar na carreira de ambas e promover a imagem do Serviço de Segurança Pública.

A ideia de Robin é que, em vez de escrever as reportagens a partir dos releases, Holly acompanhando um detetive de perto, escreva as matérias policiais relatando as suas próprias experiências em campo, fazendo uma espécie de diário, e terá seis semanas para isso. A idéia é maravilhosa, contudo a empolgação de Holly diminui quando ela descobre qual é o detetive que ela vai ter que acompanhar: o Olhos Verdes! E ela está certíssima quando desconfia que ele não vai gostar nem um pouco da idéia...

Holly é como uma pedra no sapato para Sargento-Detetive bonitão James Sabine. Ele detesta repórteres e, sobretudo, não vai com a cara da estabanada Holly, pois agora ela tem que seguir ele como uma sombra: para aonde ele for, ela vai junto! James está noivo e vai se casar logo, e por esse motivo foi encarregado de acompanhar Holly, já que não vai estar envolvido em casos perigosos para não correr risco até o casamento. O sargento-detetive é mandão e rabugento, e Holly terá muito com o que lidar.

Em meio aos ataques verbais e um caso de roubos em série para solucionar, ambos vão acostumando-se a companhia um do outro e as coisas se amenizam. Até que Holly percebe que está sentido algo mais profundo por James. Mas ele vai se casar com Fleur, uma mulher linda, sofisticada e rica. Bem, e agora? E o diário, que depende da solução do caso dos roubos e a descoberta de quem é o assaltante, como fica?

Holly se envolve em milhares de confusões absurdas, mas hilárias. James ganha o nosso coração quando mostra ser um cara gentil e solicito. Outros personagens da trama são cativantes e engraçados, como a Lizzie, o Vince, os pais da Holly e o Joe, o Dr. Kirkpatrick (o médico bonitão que a Holly tem uma queda...), tendo bastante envolvimento desses na trama. O desfecho que foi muito abrupto e rápido demais, apesar de engraçado, deixando aquela sensação de que faltou algo a mais. Mas isso é resolvido em “Alta Sociedade”, livro que aborda a história da irmã de Holly, e nos conta um pouco como ficou a vida desse casal.

A narrativa despretensiosa e envolvente em primeira pessoa é o que torna esse livro distinto e marcante, com uma história muito boa. Apesar de alguns trechos um pouco cansativo, nada atrapalha uma leitura rápida. De fato, é um dos melhores Chick-lit que li. Para quem gosta do gênero não pode deixar de ler Um Amor de Detetive!

Nota de 1 a 5: 4

Trecho de Um Amor de Detetive:

Aperto um botão e digo: "Alô?"
— É a unidade dezessete? — perguntam.
— Acho que sim.
— Você é a repórter, não é? — Há grandes pausas entre cada resposta.
— Sou, sim.
— Onde está a unidade dezessete?
— Ele... foi tomar um café.
— Diga à unidade dezessete que houve um código cinco na Hanbury Road, número onze.
— OK, dez-quatro — eu digo, imitando a fala dos programas de crime da relevisão.
Minha primeira chamada de rádio! Fico tão excitada! James Sabine volta para o carro e me passa uma xícara de café fumegante, muito bem-vinda. Pego a xícara e digo: — Acabamos de receber uma mensagem pelo rádio!
— Nós não recebemos uma chamada, eu recebi uma chamada, e que direito você tem de responder a uma chamada de rádio? Qual é mesmo a regra número um? Não. Falar. Com. Ninguém. E por que cargas d'água eles resolveram falar com você pelo rádio? Isso é supostamente coisa confidencial!
Acho melhor esperar que ele tome um gole de café para dizer alguma coisa. Dou um gole no meu e fico olhando pela janela. Dá para sentir que ele está olhando para mim.
— Então? O que eles queriam? — ele pergunta impaciente. Resisto à tentação infantil de perguntar qual é a palavra mágica.
— Eles disseram que houve um código onze em Hanbury Road, cinco.
— Código onze? Que merda! Largue esse café! Jogue pela janela!
Nossa primeira chamada! Oh, meu Deus! Estamos indo para lá com a sirene ligada, cortando as ruas movimentadas a toda a velocidade. Upaaaaa! Acabamos de derrubar um cone de trânsito! Que fantástico! Todos nos dão passagem quando nós... Um pensamento rápido passa pela minha cabeça. Será que era...? Eu me concentro no percurso, mas o sentimento de desconforto persiste e o pensamento finalmente vem à tona. Não era código onze, era? Será que o número é muito importante? Será que conto para ele? Eu digo, bem baixinho, esperando que ele não me ouça. — Sargento-detetive Sabine. Não era código onze, era código cinco.
— O QUÊ?

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8 comentários:

Nanda disse... [Reply]

Ei Beli,

Este também é um dos meus chick-lits preferidos, muitooo engraçado e amei o casal principal.

Quero ler os outros da autora mas ainda não tive oportunidade.

bjo

Mariana Paixão disse... [Reply]

AMO esse livro! AMO a Sarah Mason! Ela é uma das minhas escritoras favoritas!

Adorei a sua resenha e adorei relembrar a história com o trechinho que você colocou *____*

Beijos!

Bia Carvalho disse... [Reply]

Esse livro deve ser uma graça!
Ótima resenha!

Depois me faz uma visitinha também?
http://amormisterioesangue.blogspot.com

Bjs

Lu disse... [Reply]

ei Beli, eu adoro esse livro.
Ele com certeza é um dos meus chick-lits favoritos.
Dei muitas gargalhadas com ele, kkk.
beijos. ^^

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