Love you, Hate you, Miss you, de Elizabeth Scott

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 Love you, Hate you, Miss you
Elizabeth Scott

"Crescer quer dizer que você percebe que ninguém virá depois para consertar as coisas.Ninguém vai vir para te salvar." (Love You, Hate You, Miss You - Elizabeth Scott)


       Eu não conhecia os livros de Elizabeth Scott, e sigo ainda não conhecendo muito bem, mas Love you, Hate you, Miss you me prendeu e mexeu com os meus sentidos de um jeito muito forte e profundo. Não é um livro que fala sobre grandes sonhos de amor ou de casais juvenis felizes, como as histórias de livros que eu vinha lendo até esse momento.
       Esse livro é um daqueles que me seduzem o olhar pela capa muito chamativa e pelo título muito instigante. Foi incrível como tudo nele me chamou a atenção, e logo fiquei doente para lê-lo. Eu estava passeando um tempo atrás pelo Skoob, e de repente, eu o descobri. = O
     Ler Love you, Hate you, Miss you me fez refletir sobre muitas coisas, me sentir triste, me alegrar e concordar com Amy muitas vezes, ver seu ponto de vista, torcer por ela, enfim, me envolver completamente em sua história. 
      Love you, Hate you, Miss you fala da dor e das confusões de uma adolescente e da perda de sua melhor amiga. Sobre sua relação com os pais e com os colegas na escola. Mostra as irritantes sensações de ir para uma terapia e o que é um confuso sentimento de amor. Fala sobre passado e presente e de escolhas.
      Poderia ficar horas falando e discutindo sobre as sensações, perspectivas e sentimentos que esse livro nos leva a sentir. Apesar de ser uma ficção, de alguma forma, me pareceu uma coisa muito real. É incrível a forma como Elizabeth Scott explora e expõe tão perfeitamente os sofrimentos, os sentimentos, as confusões, as incertezas e certezas e as relações com o mundo que constrói as perspectivas e a personalidade de uma adolescente.
     Amy perdeu sua melhor amiga em uma noite, em um acidente de carro. Devido a uma série de eventos que se segue antes do acidente, ela se culpa pela morte da amiga, se considerando a assassina dela. O livro começa 75 dias depois da morte de Julia, Amy retornando para casa, depois desse tempo todo internada em um lugar de recuperação e terapia por causa das bebidas, e se vê obrigada a encarar a realidade de não ter mais a melhor amiga ao seu lado e o convívio com os pais que de repente começa a ligar para ela e a escola.
     No fundo, Amy nunca se sentiu bem com ela mesma. Muito mais alta que as outras meninas e ruiva, sempre se sentiu inferior e patética diante dos outros, ao ponto de consumir bebidas alcoólica fortes para fugir de si mesma e se sentir a vontade nas festas que frequentava com Julia.
      Para lidar com a dor e com todo o sofrimento, ela começa escrever em um diário textos em forma de cartas para sua amiga morta. Nessas cartas ela vai desabafar seus mais profundos sentimentos, confusões, estranhamentos de si mesma e suas melhores e piores perspectivas do mundo e dela mesma. Contudo, em seu mundo era somente ela e Julia. Até que ela vai percebendo coisas que ficaram no passado, que agora ela tem um presente para viver e escolhas para fazer por si mesma. Se ela quer ser feliz, ela vai ter que lidar com isso...
      O interessante na história de Amy é a idéia que ela tem do amor e de gostar de alguém. Sua melhor amiga amava muito seu namorado, e Amy não podia entender esse tipo de sentimento e entrega por alguém. Isso porque seus próprios pais viviam uma relação de profundo amor um pelo outro, deixando ela excluída muitas vezes entre eles. Até que acontece com ela: ela se vê envolvida por alguém!
       Esse livro é impressionante e instigante pela história. Não é uma leitura pesada, contudo é um pouco triste e a narração é meio confusa para o meu gosto. No entanto, você realmente pode se deliciar em ler o livro descobrindo um pouco mais a respeito da vida e de superação. A história de Amy é uma história não apenas da dor de se perder uma amiga ou um drama adolescente, mas também do que você deve ou não sentir ou como sentir, da relação de um indivíduo com a família, as pessoas e as normas do mundo. É um livro que mostra aos poucos o como temos que superar alguns sentimentos e seguir em frente, optar em seguir com o seu caminho, pois algumas escolhas somente nós podemos fazer e não vai vir ninguém para nos salvar...
      Os personagens do livro são um pouco apagados, com a exceção da própria Amy. Essa história realmente me surpreendeu pela forma como mexeu comigo. Recomendo! =)
 Classificação:






Trecho de Love you, Hate you, Miss you:

"75 Dias
Querida Julia,


Vamos lá, eu deveria estar começando um diário sobre a "minha vida." Por favor. Eu até posso ver:


Querido Diário,


Como estou perdida neste mar louco chamado "vida", acho que vou me inspirar em um poema que ouvi há pouco tempo, um que me fez chorar por ser tão bonito... Hoje, eu realmente acredito que cada dia é um dom precioso. . .


É, eu acho que não.
De qualquer maneira, enquanto o Dr. Marks está (você não iria acreditar, o bigode dele é longo e desgrenhado e ainda piora pelo fato de ter sempre migalhas de pão nele) falando sobre como precisamos de um lugar para partilhar nossas ―experiências,― eu estou escrevendo pra você.
(...)
Faz setenta e quatro dias que eu não bebo, eu sinto falta. Sinto falta de como me fazia sentir, como eu não parecia tão alta e estúpida. Estive sonhando com isso, no entanto, disseram-me que é normal. Também disseram que eu já posso partir. Eu estou "melhor", você vê, e o mundo está me esperando.
Dr. Marks apenas perguntou se eu estava bem. Ele é uma aberração, e eu não sei como ele se tornou chefe da terapia de grupo. Você deveria ver a forma como ele fala, realmente deveria. Ele não pode dizer meu nome como uma pessoa normal, Amy. É tão difícil dizer? Mas Dr. Mark sempre me chama de Amyyyyyyyyyyyyyyyyyyy, como se Y fosse uma letra que ele já não utiliza frequentemente.
Eu penso em você o tempo todo. Eu digo a todos no grupo, eu imagino você atacando-o e verificando tudo, como um anjo com asas chutando sua bunda. Mas eu realmente quero saber se você está com frio ou se você começou a usar o seu suéter roxo o tempo todo porque é o seu preferido e sua mãe não está por perto para lhe dizer que é muito decotado.
Agora mesmo, pergunto-me se você está cantando uma daquelas canções de amor estúpidas que você ama tanto e se elas ainda te fazem sorrir. Pergunto-me se você sente saudades de conduzir através da ponte Millertown, enquanto nos revezavamos tomando o sorvete. Você foi sempre capaz de contrabandear uma casquinha a mais. Se eu fechar meus olhos, eu posso te ver sorrir com a colher na mão... Não tomo sorvete há meses.
Já chorei muito em Pinewood, e sempre foi por sua causa. Eu sei que pode parecer estranho,especialmente porque você sabe que antes eu não chorava por tudo, embora eu quisesse. Você também sabe, certo?Mas eu não podia. Eu sabia que se eu começasse, eu nunca pararia. Suponho que eu deveria estar feliz em sair daqui amanhã,eu acho que estou, mas o fato é que ,ico pensando sobre quem eu quero ver quando chegar em casa e... não encontrar ninguém lá. Você não estará lá."

(...)

"— Eu não posso tornar tudo melhor para você, Amy. Você mesma disse. Mas posso lhe dizer isso. O que você me disse agora não é sobre Julia. É sobre você. E você tem que fazer suas próprias escolhas, escolhas que só você pode fazer, então eu vou lhe perguntar uma coisa, e eu quero que você responda com sinceridade. Você pode fazer isso?
— Não.
Por um segundo, eu juro que ela quase sorriu. — Você quer ser feliz?
— Sim. Não. Eu não sei. Que tipo de pergunta é essa?
—Apenas uma simples, — ela disse. — Você quer ser feliz?
— Eu não... Acho que não sei como.
— Só você pode aprender — ela disse."

*** Eu fiquei navegando pela net, e eu vi em alguns blog que a Editora Underworld vai lançar alguns livros que são grandes títulos e muito conhecido por aqui, e entre eles estão alguns títulos de Elizabeth Scott, e adivinhem:  Love you, Hate you, Miss you está nessa lista!!! Agora fiquei ansiosa...

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2 comentários:

Cíntia Mara disse... [Reply]

Já tinha ouvido falar nesse livro, mas nenhuma resenha havia dado tantos detalhes. Quero ler!

Bjos

Only disse... [Reply]

So de ler sua resenha ma deu vontade de chorar..imagina quando eu ler o livro!fiquei doida por ele!
bjss
parabens pela resenha.
=)

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