O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding

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O Diário de Bridget Jones 
Helen Fielding
(Desafio Literário 2010 - Maio: Chick-lit - reserva)


FIELDING, Helen. O diário deBridget Jones. Tradução de Beatriz Horta. 24a ed. Rio de Janeiro: Record, 2005.

Editora: Record
• Autor: HELEN FIELDING
Origem: Nacional
• Ano: 2005
• Número de páginas: 320
• Acabamento: Brochura
• Formato: Médio

     Divertidíssimo, cativante e envolvente, O Diário de Bridget Jones é um livro para te prender e te tirar do desanimo. Nesse livro, Helen Fielding expõe os mais devastadores anseios, desejos, paranóias e obsessões femininos em uma personagem que faz você rir com ela em alguns momentos, ou gritar por alguma coisa muito estúpida, ou simplesmente querer consolar ela e animá-la a seguir em frete. É muito divertido!
      Demorei alguns anos para poder ler esse livro que há muito tempo estava na minha lista de leitura, após assistir o filme, até que finalmente criei a coragem e o tempo necessário para lê-lo. Este era o meu livro reserva para o tema de Maio do Desafio Literário 2010 (Chick-lits), até que eu li e fiz a resenha do 1º livro, O Segredo de Emma Corrigan, de Sophie Kinsella. (Clique aqui para conferir!!!). Não resisti, e tive que ler O Diário de Bridget Jones.
     Bridget Jones é uma mulher como qualquer outra, uma solteira acima dos 30 anos, bonita (mais um pouco acima do peso...), independente, sem namorado (o que é um problema...) e paranóica com o corpo e com o diário. E, apesar de tudo, é super bem humorada e vive de ressaca. E, definitivamente, em alguns momentos Bridget Jones não é normal! Enquanto eu lia o livro, a impressão que eu tinha era que a vida de Jones é frequentemente assombrada pela lei de Murphy! E cada Murphy...  Adoro a Bridget!!! Cada "Argh!", ou "Ai, Deus!", é que alguma coisa muito ruim aconteceu ou ela fez algo muito errado...
      Bridget todo o começo de ano traça algumas metas que devem ser alcançadas por ela. De coisas que ela não vai e vai fazer, como parar de fumar, arrumar um namorado sério, progredir no emprego, ficar mais em casa para ler livros, etc. Ela escreve todo dia em seu diário quanto está pesando naquele dia, o quanto de álcool consumiu, o quanto de cigarros fumou e outras obsessões, o que deixa o livro divertidíssimo.
    Sua família e os amigos dos pais dela, fala sério, ninguém merece! Penso que o único que merece consideração é o pai dela, Colin. Pois, que mãe é aquela!!! Pam, a mãe de Bridget, junto com a amiga Una, vivem a criticando por conta de não ter se casado ainda e não ter um namorado. Empurra Bridget para as piores enrascadas. Além disso, Pam consegue se intrometer na vida da filha sem o menor aviso, deixar o marido por um português e se tornar uma celebridade.
   Os amigos de Bridget são ótimos cada um a sua maneira... Vale a pena ler suas mil teorias e conselhos sobre homens e relacionamentos em suas reuniões, as quais Bridget vive recorrendo. Além de tudo isso, Bridget acredita nas mais absurdas teorias de livros de auto-ajuda e nas mais disparatadas superstições.
    Bridget não tem sorte nos relacionamentos e torci muito por ela arranjar “uma relação sólida com um adulto responsável”. Depois de passar o ano todo pelas piores situações em encontros e com namorados, como sair com o chefe, pelo qual tinha uma quedinha, e depois terminar um relacionamento com ele, traída e humilhada, de se envolver com um cara mais jovem, que só deu em frustrações, ela, no final das contas, vai encontrar, talvez, alguém que vale a pena.
    O Diário de Bridget Jones é um livro que vale a pena ler!!! É mil vezes melhor que o filme, que, na minha opinião, é engraçado, mas não é grande coisa!
     A leitura é super agradável e te prende do começo até o fim. A tradução é muito bem feita. Conforme a leitura avança, é inevitável você não se encantar ou mesmo, como mulher, não se envolver e se identificar com algumas paranóias de Jones. Afinal, qual mulher não tem paranóias. É um dos melhores chick-lit que já li!!!
Classificação:


O filme:

O Diário de Bridget Jones
 Ficha técnica:
  • Titulo original: (Bridget Jones's Diary)
  • lançamento: 2001 (EUA)
  • direção: Sharon Maguire
  • atores: Renée Zellweger , Colin Firth , Hugh Grant , Jim Broadbent , Gemma Jones
  • duração: 94 min
  • gênero: Comédia
  • estúdio: Working Title Films
  • distribuidora: Miramax Films / Universal Pictures / UIP
  • roteiro: Richard Curtis, Andrew Davies e Helen Fielding, baseado em livro de Helen Fielding
  • produção: Tim Bevan, Jonathan Cavendish e Eric Fellne
  • música: Patrick Doyle
  • fotografia: Stuart Drysburgh
  • direção de arte: Paul Cross e David Warre
  • figurino: Rachael Fleming
  • edição: Martin Walsh
  • efeitos especiais: Double Negative

Sinopse:
Bridget Jones (Renée Zellweger) é uma mulher de 32 anos que, em pleno Ano Novo, decide que já está mais do que na hora do que tomar o controle de sua própria vida e também começar a escrever um diário. Com isso, Bridget começa a escrever o mais provocativo, erótico e histérico livro que já esteve na cabeceira de sua cama, onde ela poderá também colocar as suas opiniões sobre os mais diversos assuntos de sua nova vida.

Trailer
 

Trecho de O diário de Bridget Jones

“ TERÇA-FEIRA, 4 DE ABRIL

Resolvi me esforçar para não chegar sempre atrasada no trabalho e não deixar que a bandeja de coisas a fazer fique transbordando na minha mesa, etc. Vou iniciar um programa de auto-aperfeiçoamento, anotando minuciosamente o tempo gasto para fazer cada coisa.
7h.Me pesei.
7h03 Voltei para a cama deprimida por causa do excesso de peso. Cabeça ficou no pé. Não havia diferença entre dormir ou levantar da cama. Pensei em Daniel.
7h30. Uma fome insuportável me obrigou a sair da cama. Fiz café, pensei em comer uma grapefruit. Descongelei um croissant de chocolate.
7h35 – 7h50. Olhei pela janela.
7h55. Abri o armário. Olhei para as roupas.
8h. Escolhi uma blusa. Tentei achar a minissaia preta de lycra. Tirei tudo do guarda-roupa procurando. Mexi nas gavetas e olhei atrás das cadeiras do quarto. Procurei na cesta de roupas para passar. Olhei na cesta de roupas para lavar. Saia sumiu. Fumei um cigarro para me consolar.
8h20. Passei uma escova dura e seca (anticelulite) no corpo, tomei banho e lavei a cabeça
8h35. Comecei a escolher a roupa de baixo. Como não tenho lavado nada, as únicas calcinhas existentes na gaveta eram calções de algodão branco. Horríveis de olhar, mesmo que só para usar no trabalho (causam efeito psicológico negativo). Voltei à cesta de roupas para passar. Achei uma calcinha de renda preta superapertada e desconfortável, mas melhor do que a imensa e horrenda calçona estilo vovó.
8h45 Experimentei uma meia-calça preta, opaca. A primeira que vesti parecia ter encolhido: o meio das pernas ficava 10cm acima dos joelhos. Peguei outra e vi que estava com um furo atrás. Joguei fora. De repente, lembrei que estava com a minissaia de lycra na última vez que voltei para casa com Daniel. Fui até a sala. Vitória: achei a saia atrás das almofadas do sofá.
 8h55. Voltei à meia. A terceira que experimentei estava com um buraco no dedão. Vesti. O buraco se transformou num desfiado que ia até o sapato. Fui até a cesta de roupas para passar. Encontrei a última meia preta opaca, enrolada com outras coisas. Desembaracei tudo e estiquei.
9h05. Vesti a meia. Vesti a saia. Comecei a passar a blusa.
9h10. De repente, percebi que meu cabelo estava secando num jeito esquisito. Procurei a escova. Achei na bolsa. Sequei o cabelo. Não ia ficar bom. Borrifei um pouco de spray e sequei mais um pouco.
9h40. Voltei a passar a blusa e descobri uma mancha enorme na frente. Todas as outras blusas estavam sujas. Entrei em pânico por causa da hora. Tentei limpar a mancha com um pano. Molhei a blusa inteira. Sequei com ferro.
9h55. Superatrasada. Desesperada, fumei um cigarro e li um folheto de agência de turismo para me acalmar por cinco minutos.
10h. Tentei achar a bolsa. Bolsa sumiu. Resolvi dar uma olhada na caixa de correspondência para ver se chegou alguma coisa legal.
10h07. Só chegou a conta do cartão de crédito, acusando o não-pagamento da taxa obrigatória de manutenção. Tentei lembrar o que estava tentando fazer antes. Voltei a procurar a bolsa.
10h15. Super-hiperatrasada. Subitamente, lembrei que estava com a bolsa no banheiro quando fui procurar a escova e não encontrei. Acabei achando a bolsa no meio das roupas do armário. Enfiei as roupas no armário outra vez. Vesti a jaqueta. Pronta para sair de casa. Não achei as chaves. Vasculhei a casa inteira, enlouquecida.
10h25. Encontrei a chave na bolsa. Percebi que esqueci a escova.
10h35. Saí de casa. Três horas e 35 minutos entre acordar e sair de casa - é tempo demais. No futuro, tenho de levantar assim que acordar e fazer uma reestruturação completa no sistema de lavanderia.
 Abro o jornal e leio que o acusado de um assassinato nos Estados Unidos tem certeza de que as autoridades colocaram um microchip na bunda dele para monitorar seus movimentos, digamos assim. Fico apavorada só de pensar num microchip desses na minha bunda, principalmente de manhã.”


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4 comentários:

Diana Bitten disse... [Reply]

Simplesmente amei esse livro.

Foi o meu primeiro chicklit e para mim ele se tornou um clássico! Inesquecível e recomendável!

Abços!

Kézia Lôbo disse... [Reply]

Haa esse é o meu livro reserva... Queria muito ler ele, mas acho que vai ser meio dificl, até pq ainda nem terminei o primeiro.. tempo demais...
Nunca olhei ao filme mas desejo muito o livro.. adorei a resenha.. super fofa..
XD

Vivi disse... [Reply]

Infelizmente, não posso compartilhar desse gostar. Não me cativou. Mas sempre fico feliz quando alguém desfruta da experiência de se ter uma leitura bem sucedida.

Beijocas

Laura Schwartz disse... [Reply]

Esse pra mim é o pai, a mãe e o Deus dos chick-lit. Eu simplesmente AMO os dois livros! Não canso dela, do Mark Darcy, e das confusões que ela arruma. Adoro!

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